Intenções do Papa – ABRIL 2018



27 novembro, 2015


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Neste mês de abril, o Papa Francisco desafia a Igreja e o Mundo com um dos temas mais recorrentes do seu magistério, que é pensar e fazer a economia numa lógica diferente daquela que se vive, quer a nível das empresas, quer das sociedades e dos seus cidadãos. Condena um estilo de economia que “mata”, pois gera profundos desequilíbrios sociais, o aumento do abismo entre os mais ricos e os mais pobres, a sujeição dos bens e das pessoas a uma lógica de mercado e uma exploração da natureza que põe em causa o futuro do planeta. Igualdade e inclusão social, respeito pela criação, dignidade humana são várias faces de um justo modo de pensar e fazer a economia. Na Exortação Apostólica A Alegria do Evangelho, no nº 209, Francisco afirma que: «A economia – como indica o próprio termo – deveria ser a arte de alcançar uma adequada administração da casa comum, que é o mundo inteiro». Existe, assim, um sentido primordial de fraternidade que responsabiliza cada homem e cada mulher na sua relação com os bens e com a criação. É “normal” viver numa cultura onde tudo aparece já feito, pronto-a-comer, pronto-a-vestir, à distância de um click, sem que se pergunte acerca da origem e das consequências daquilo que estamos a consumir. Isto é um exemplo banal, mas muitas situações do nosso dia a dia poderiam ser objeto de reflexão, pois são os múltiplos pequenos gestos e escolhas que, no seu conjunto, estabelecem maior ou menor equilíbrio social e económico, a nível global. Procuremos assim, neste mês, ganhar uma sensibilidade e distância crítica para com estas questões, pois se, por um lado, as grandes decisões económicas se geram em instâncias superiores e especializadas, é importante, da nossa parte, ter em conta que o “normal” pode não ser o melhor.

Intenção

Universal: Responsáveis da economia Para que os responsáveis pelo planeamento e pela gestão da economia tenham a coragem de rejeitar uma economia da exclusão e saibam abrir novos caminhos.

Oração

Pai bom, criaste este mundo e o confiaste aos teus filhos para que pudessem viver dos seus frutos, através do trabalho das suas mãos e do seu engenho. A nossa casa comum é o lugar onde começamos a viver já a felicidade do Céu, como teus filhos, irmãos e irmãs uns dos outros. Mas neste mundo geram-se tantas diferenças, tanta exclusão, e poucos têm o que deveria ser de muitos. Unidos à Rede Mundial de Oração do Papa, oferecemos os nossos dias, palavras e ações, para que os responsáveis da economia saibam pensar e decidir caminhos que não deixem ninguém à margem do bem comum. Pai-Nosso…

Desafios

Procurar informar-me sobre os países onde existe maior desequilíbrio entre ricos e pobres e perceber o que leva a estas situações. Promover, na própria comunidade, ou em casa, experiências de acolhimento e convívio com pessoas vítimas de exclusão por motivos económicos (desemprego, situações de vulnerabilidade, pobreza, etc.) Pessoalmente e comunitariamente, fazer um tempo de oração, tendo presentes aqueles que tomam as grandes decisões a nível mundial, para que se deixem tocar pelo Espírito e encontrar modos de pensar uma economia que seja inclusiva.

Passo a Rezar

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